Centro de Memória Bunge resgata história da Televisão

Em dia comemorativo o acervo relembra a chegada dos primeiros aparelhos no Brasil

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Podemos transportá-la por todos os lados, encontrá-la nos lugares mais remotos do país e com um vasto repertório de canais. Se, hoje, o acesso à televisão é simples e facilitado, o item considerado indispensável na atualidade teve um início com abrangência bastante limitada. Para comemorar a sua história, o próximo domingo, 11 de agosto, foi escolhido como o Dia da Televisão, em homenagem à Santa Clara, padroeira do veículo.

Em 18 de setembro de 1950, exatamente às 22h, foi o início da primeira transmissão da TV Tupi, com o programa chamado TV na TABA. Trazer este meio de comunicação ao Brasil foi viabilizado pelas mãos de Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, empresário das telecomunicações que já presidia o Diário dos Associados na época. A iniciativa se deu após sua visita aos escritórios da Radio Corporation of America (RCA Victor), em Nova York, anos antes, quando teve pela primeira vez contato com estúdios de TV.

Porém, a viabilidade financeira que permitiu a execução dos planos de Chateaubriand teve como responsável as empresas que na época patrocinaram o empreendimento com um ano de publicidade pago adiantadamente. Entre elas estava a Moinho Santista, da Bunge. Os aportes feitos pelas corporações também ajudaram a importar 300 televisores para que o público pudesse acompanhar as transmissões e a televisão ganhasse aderência nacional.

Considerado, na época, um artigo de luxo, o meio de comunicação passaria a ser o principal do século XX. O Brasil, inclusive, foi o quarto país na história e o primeiro na América do Sul a ter uma transmissão televisiva.

De falta de nitidez, imagens e preto e branco aos programas realizados sempre ao vivo por conta da falta de estrutura, a televisão passou a ganhar novas emissoras reconhecidas até hoje como a TV Manchete, TV Globo, TV Record e SBT.
Telejornais e telenovelas caíram no gosto popular e programas como Vila Sésamo, O Sítio do Pica Pau Amarelo, Repórter Esso, entre muitos outros, estão até hoje na memória dos telespectadores.

Em 2007, uma reviravolta transformou o meio de comunicação quando, em 2 de dezembro, foi lançada a TV Digital. Com ganhos de áudio, melhorias em vídeos, oportunidades de interação, além da mobilidade e acesso à internet, a televisão passou a ter inúmeras possibilidades entregues à população ao longo das décadas. O telespectador passou então a ser muito mais ativo ao utilizar este meio de comunicação.

A história da TV, bem como documentos textuais, iconográficos, tridimensionais e audiovisuais que recontam a memória empresarial do país, pode ser encontrada no acervo do Centro de Memória Bunge – também disponível em sua versão online em www.fundacaobunge.org.br/acervocmb/.

Sobre o Centro de Memória Bunge

O Centro de Memória Bunge foi criado em 1994 e desde então é um dos projetos da Fundação Bunge. Referência na área de preservação da memória empresarial, o local tem como objetivo a guarda e preservação de documentação histórica, a disseminação do conhecimento e a utilização de seu acervo como um instrumento estratégico de gestão.

Para facilitar o acesso ao público e compartilhar com a sociedade o aprendizado construído, o CMB disponibiliza seu acervo online (www.fundacaobunge.org.br/acervocmb/) e conta com atividades gratuitas como Atendimento a Pesquisas, Exposições Temáticas, Visitas Técnicas e Benchmarking. Além disso, promove as Jornadas Culturais, série de palestras e oficinas gratuitas com objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação de acervos históricos e patrimoniais.

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